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Visão, "Maioria das portuguesas tem o primeiro filho entre os 30 e os 39 anos"
publicado a 03/04/2018
Maioria das portuguesas tem o primeiro filho entre os 30 e os 39 anos
Portugal foi o terceiro país da UE com o índice de fecundidade mais baixo em 2016. E tivemos as mães mais tardias do que a média das mulheres europeias
Em 2016, nasceram mais crianças na Europa do que no ano anterior, mas não dá para respirar de alívio. Segundo os dados mais recentes do Eurostat, agora divulgados, o Velho Continente continua a envelhecer – os mais 45 milhões de bebés não representam sequer um aumento de 1% relativamente a 2015. E Portugal não está ajudar a travar essa tendência – o nosso índice de fecundidade é de 1,36 nascimentos por mulher, contra a média europeia de 1,60.
Não só temos menos filhos do que a maioria das mulheres da UE como também temos mais tarde. Enquanto as nossas congéneres são mães pela primeira vez aos 29 anos, em média, nós adiamos a maternidade para os 29,6 anos. Pior: a maioria (50,7 por cento) das portuguesas estreia-se apenas entre os 30 e os 39 anos.
Ainda olhando para o nosso umbigo e para a idade das mães portuguesas, os dados agora divulgados pelo gabinete de estatísticas da União Europeia mostram que, do total dos 45 269 primeiros filhos nascidos no País, 4% foi de mulheres com 40 ou mais anos (mais do que a média europeia, que ficou nos cerca de 3 por cento).
Olhando para todos os 28 Estados-membros, as mães mais velhas foram as italianas (31 anos), seguidas das espanholas (30,8), as luxemburguesas (30,5), as gregas (30,3) e as irlandesas (30,1). As mães pela primeira vez mais novas foram as búlgaras (com 26 anos), seguidas das romenas (26,4), as letãs (26,8), as eslovacas (27), as polacas (27,2) e as lituanas (27,3).
Se olharmos só para o número de mães adolescentes (com menos de 20 anos), temos uma lista um pouco diferente: Roménia à frente (com 14,2% do total dos nascimentos de primeiros filhos), seguida da Bulgária (13,6 por cento), a Hungria (10,8 por cento), a Eslováquia (9,9 por cento), a Lituânia (6,3 por cento), o Reino Unido (6,2 por cento) e a Letónia (6,1 por cento).
Quanto ao número de crianças, e olhando novamente para Portugal, são poucas as famílias numerosas. Do total de 87 126 nascimentos, 52% foram primeiros filhos, seguindo-se os segundos filhos (36,2 por cento) e, em muito menor percentagem, os terceiros (8,7 por cento) e os quartos ou mais (3,1 por cento). É essa também a tendência na União Europeia, onde 46,2% dos novos bebés foram primeiros filhos e 35,7% foram segundos, seguidos ao longe pelos terceiros filhos (12,2 por cento) e os quartos ou mais filhos (5,9 por cento.)
À cabeça das famílias numerosas está a Finlândia, onde 10,1% das mães teve o seu quarto ou mais filho – o que corresponde a um nascimento em cada dez. Na sua peugada, surge a Irlanda (9 por cento), seguida de perto pelo Reino Unido (8,5 por cento), a Eslováquia (8,1 por cento) e a Roménia (7,7 por cento).
