Juntos pela Vida
- 23 Out 07
Balanço dos primeiros meses de
aplicação da lei do
aborto -
Comunicado Juntos pela Vida
1. No passado dia 11 de Fevereiro, 1 em cada 4
portugueses votaram a favor da
despenalização do aborto até às 10
semanas, depois de uma campanha em que foi dito e
repetido que não se faria a promoção do
aborto e não estaria em causa
a sua legalização, mas apenas o fim da perseguição
penal às mulheres que pretendem eliminar
a vida dos seus filhos até às 10 semanas de
gestação;
2. Foi produzida uma lei ampla, das mais permissivas
da Europa, não atendendo às preocupações expressas
por muitas vozes, que apelaram à moderação, à
observação de outros sistemas europeus no que
respeita a esta matéria, com sejam a lei alemã, que
resguarda – ainda que limitadamente – a vida
intra-uterina;
3. O aborto é legal,
permitido e promovido pelo
Ministério da Saúde que não mais cessou de efectivar todos
os procedimentos necessário à
colocação desta prática no
pedestal das conquistas legislativas,
trazendo para a vida de muitas
mulheres um drama evitável pela proibição
do aborto. Espantosamente o único
comentário do Governo à aplicação
da lei é que esta “decorre com normalidade”,
manifestando o seu contentamento
com o facto sem uma nota sequer de preocupação em
perceber como se pode evitar
este drama!
4. A meio do mês de Setembro, a Direcção
Geral de Saúde deu notícia de 1435 abortos
realizados desde o dia 15 de Julho: representam
cerca de 24 abortos por dia. Um aborto
por hora.
5. Conforme documentado pela Comunicação Social ao
longo desta última semana, o aborto
clandestino não acabou – nem infelizmente acabará – em Portugal. Mais uma vez com
pretexto de resolver um problema, o
Governo veio acrescentar outros,
porque não atacou as causas do problema pela sua
raiz.
6. No entanto existem outros caminhos. Desde o
referendo do passado mês de Fevereiro nasceram
pelo país fora diversos centros de
apoio à Vida onde as mulheres com uma gravidez
de crise podem encontrar
apoio e sustento e o seu filho
nascer. Entre outros referimos Portalegre,
Faro, Viseu, Évora, Caldas da Rainha, Setúbal, etc.
Em diversos outros centros têm crescido os pedidos
de ajuda: muitos vindos de mulheres a quem a
existência do aborto legal veio
colocá-las numa situação de possível recurso a este
que antes não se lhe colocava. Mas para
estes o Governo não tem uma palavra, uma medida, uma
preocupação.
7. Seguiremos atentos a evolução da situação e não
renunciamos a recordar que o
aborto é um mal no qual perdem a vida uma
criança, os seus pais e a sociedade no seu
todo. Continuaremos a testemunhar
com a nossa Vida e empenho que o aborto
nunca é uma solução e que existem
alternativas mais humanas. Não desistiremos de
reclamar do Governo que ajude a sociedade civil a
socorrer quem precisa e a tornar-se mais
justa e solidária.
Juntos Pela Vida Associação
23 de Outubro 2007