Agência Ecclesia- 13 Out 07
Associação Famílias
Manifesto político
Ao aproximar-se a apresentação do Orçamento de
Estado para 2008, o seu debate e aprovação, a
ASSOCIAÇÃO FAMÍLIAS (AF), exercendo o direito/dever
de participação cidadã deseja contribuir para que
aquele apoie, promova e defenda a Família de forma
clara, explícita e concreta.
Assim, não tomando partido por qualquer opção
partidária, legítima para todo o cidadão, mas vedada
estatutariamente à AF, esta instituição deseja,
simplesmente, alertar os cidadãos leitores para o
direito que é, igualmente, dever de lutar por dar às
famílias portuguesas a dignidade e a qualidade de
vida a que têm direito.
Na elaboração deste Manifesto, baseamo-nos,
essencialmente, na “Recomendação REC (2006) 19 do
Comité dos Ministros aos Estados Membros relativa às
políticas que visam sustentar uma parentalidade
positiva” (adoptada pelo Comité dos Ministros, em 13
de Dezembro de 2006).
1. “É no seio das famílias que a coesão social se
experimenta e se aprende pela primeira vez”… “uma
estratégia de coesão social deve, pois, procurar
apoiar as famílias”.
Assim, esperamos que Portugal, Estado subscritor
desta Recomendação, pela Assembleia da República
onde estão os decisores políticos que irão aprovar o
próximo Orçamento de Estado, focalize o debate na
sua essência: “considerando que a Família é a célula
fundamental da sociedade”. (cf.idem). Deverá ser, a
partir, desta realidade anterior a qualquer forma
política organizada que se deverão aprovar, promover
e desenvolver todos os grandes eixos do Orçamento de
Estado.
2. A citada Recomendação refere expressamente que
“os poderes públicos têm um papel essencial a
desempenhar no apoio às famílias em geral e aos pais
em particular, que se exprime através de três
elementos maiores da política familiar: ajudas
públicas e fiscalidade, medidas que visem uma melhor
conciliação entre vida familiar e profissional,
acolhimento dos filhos e outros serviços às
famílias”.
3. Numa altura em que se constata, por exemplo, que
as famílias constituídas por casais casados ou com
pais viúvos são penalizados face a casais em
coabitação, a AF considera com outras associações
familiares, que além de profundamente injusta a
situação assinalada é lesiva e discriminatória face
ao modelo natural da Família e vai ao arrepio da
Recomendação que serve de base para este Manifesto.
4. Portugal, ao subscrever esta Recomendação,
comprometeu-se a respeitá-la, aceitá-la e
promovê-la. Por isso, e atendendo ao facto de o
próximo Orçamento de Estado entrar brevemente em
apreciação, a AF entende tomar pública a sua
posição:
Que o próximo Orçamento de Estado reflicta um total
respeito pela Recomendação do Conselho da Europa
concernente à promoção de politicas familiares
tomando atenção, nomeadamente: 1) a apoios eficazes
2) a uma fiscalidade equilibrada e não
discriminatória 3) à necessidade de uma real e
efectiva conciliação tempo para o trabalho e tempo
para a Família e 4) à disponibilização de serviços
promotores do acolhimento à vida e de serviço às
crianças, doentes e idosos.
Como instituição particularmente vocacionada para
apoiar, promover e defender a Família, a Associação
Famílias vem, publicamente, chamar a atenção de
todos os cidadãos eleitores e contribuintes, para a
necessidade de se estar atento e vigilante na defesa
da mais fundamental comunidade humana: a Família