Jornal
de Negócios online - 03
Out 06
Bruxelas alerta para situação em Portugal
Sobreendividamento chega aos ricos
A subida dos juros está a
penalizar o orçamento das famílias portuguesas e,
segundo o "Correio da Manhã", já começam a surgir
casos de sobreendividamento nas famílias com
rendimentos mensais na ordem dos três, quatro e
cinco mil euros.
Junto dos gabinetes de apoio ao
endividamento da Associação para a Defesa do
Consumidor, começam a aparecer mais situações de
incumprimento e observa-se um agravamento dos casos
de multi-endividamento.
Na DECO estão a aparecer
frequentemente pessoas com seis e sete empréstimos
em simultâneo, quando, há cerca de três anos, os
casos mais graves de multi-endividamentos não iam
além dos dois a três empréstimos, adianta o mesmo
jornal, que cita Natália Nunes, coordenadora dos
gabinetes de endividamento da DECO.
O endividamento das famílias em
Portugal e outros cinco países da Zona Euro corre o
risco de se tornar insustentável sobretudo num
contexto de subida das taxas de juro, alertou ontem
a Comissão Europeia, revela a edição de hoje do
"Público".
O aviso foi lançado no relatório
trimestral sobre a situação da economia da Zona Euro,
que confirma que o crescimento da actividade atingiu
o seu nível mais forte dos últimos seus anos, com um
ritmo de anual de crescimento de 3,55 no primeiro
semestre.
Bruxelas considera "preocupante"
o nível de endividamento das famílias resultante dos
créditos à habitação, cuja dinâmica considera
insustentável em diversos Estados-Membros, apontando
o dedo a Portugal, Espanha. Alemanha, Luxembrugo,
Holanda e Irlanda.
A subida dos juros está a
penalizar o orçamento das famílias portuguesas e,
segundo o "Correio da Manhã", já começam a surgir
casos de sobreendividamento nas famílias com
rendimentos mensais na ordem dos três, quatro e
cinco mil euros.
Junto dos gabinetes de apoio ao
endividamento da Associação para a Defesa do
Consumidor, começam a aparecer mais situações de
incumprimento e observa-se um agravamento dos casos
de multi-endividamento.
Na DECO estão a aparecer
frequentemente pessoas com seis e sete empréstimos
em simultâneo, quando, há cerca de três anos, os
casos mais graves de multi-endividamentos não iam
além dos dois a três empréstimos, adianta o mesmo
jornal, que cita Natália Nunes, coordenadora dos
gabinetes de endividamento da DECO.