22 de Outubro de 2000 - Público

Campanha na Grã-Bretanha 

O Governo britânico lançou este ano uma campanha que tem como objectivo ajudar os encarregados de educação a saber mais sobre as escolas frequentadas pelos filhos. Um relatório de um instituto governamental, citado pela BBC "on line", revela que "muitas escolas relegaram os pais para o fim da sua lista de prioridades"; e são sobretudo os directores dos estabelecimentos de ensino que não estão muito receptivos a uma maior intervenção das famílias. 

O Governo tem outra opinião. E a campanha lançada em Setembro inclui anúncios na televisão e tudo: "As crianças aprendem melhor se os pais estiverem envolvidos", garante o executivo - uma ideia que parece estar cada vez mais generalizada. 

Na Áustria, os encarregados de educação têm um voto deliberativo nas assembleias colegiais das autoridades federais. Nestas assembleias aprovam-se decretos e directivas. E a palavra das famílias também conta. Na Bélgica e na Irlanda há um órgão consultivo nacional, composto exclusivamente por encarregados de educação, que é auscultado sempre que o Governo toma decisões de política educativa importantes. Em Portugal não existe nenhum organismo deste género, mas os pais têm dois lugares assegurados no Conselho Nacional de Educação (CNE). 

A forma como as famílias intervêm na escola, ou até nas tomadas de decisão governamentais, difere muito de país para país. Um relatório da rede de informação europeia Eurydice analisou há dois anos o que se passava em 21 Estados. Concluiu que em todos estava consagrado o direito natural dos pais à educação dos filhos e que, nalguns casos tratava-se, mais do que de um direito, de uma obrigação prevista na lei. 

A.S. 

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