| Público - 15 Nov 04 Conservadores querem
pagar mais às mães que ficarem em casa com os filhos
As jovens mães britânicas poderão vir a receber 150 libras (mais de
200 euros) por semana para ficar em casa com os filhos, caso o
Partido Conservador vença as próximas eleições gerais no Reino
Unido.
Esta foi a promessa do líder do partido, Michael Howard, depois de o
primeiro-ministro Tony Blair ter anunciado novas medidas para
libertar pais trabalhadores da sobrecarga física e financeira que é
manter as crianças acompanhadas durante as horas livres.
Os dois planos vão de encontro aos interesses da classe considerada
crucial e que deverá decidir o destino da política britânica durante
as próximas eleições gerais.
Mas enquanto Blair promete garantir um apoio para que os pais possam
continuar a trabalhar, Howard acredita que as mães não querem um
Governo que as mande trabalhar logo após a gravidez e diz que devem
ser elas a decidir se ficam ou não em casa a tomar conta dos filhos.
"Educar as nossas crianças é uma das coisas mais recompensadoras da
vida mas nem sempre é fácil. Muitas mulheres optam por ficar em casa
mas muitas outras gostariam de ter essa possibilidade", afirmou o
líder do Partido Conservador no seu discurso aos comuns.
O plano apresentado por Howard garante às mães um salário mínimo de
4, 85 libras por hora no que equivale a seis horas de trabalho por
dia durante um máximo de 12 meses. Actualmente, as mães recebem
pouco mais de 100 libras por semana por um período que não pode
exceder os seis meses.
As novas propostas dos Tories incluem ainda uma alteração no abono
para educação. Até agora os pais podem gastá-lo apenas em
infantários ou educadoras registadas. Os conservadores querem que
esse dinheiro possa ser destinado a qualquer forma de educação
infantil, o que pode incluir amigos ou até os avós, que recebem
também um treino intensivo para tomar conta das crianças da família.
Do outro lado, Tony Blair promete um crescimento recorde do número
de infantários até 2008, bem como um aumento no número de clubes que
tomam conta dos mais novos durante os tempos livres. As crianças têm
transporte gratuito de casa para a escola ou para o clube e as
famílias com baixos rendimentos pagam apenas 30 por cento do preço
normal do clube, que ronda as três libras por hora (cerca de 4,2
euros).
Os dois líderes partidários apostaram em promessas que atingem a
classe que, segundo as sondagens, irá decidir quem governará a
partir do próximo ano. Ambos os partidos apelam às mulheres de
idades compreendidas entre os 20 e os 45 anos que se mostram
descontentes com a situação dos filhos e que têm dificuldades em
coordenar as suas vidas profissionais com a educação das crianças.
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