Ecclesia - 8 de Novembro

Associação Famílias contra falsas causas dos problemas mundiais

Luís Pedro de Sousa 

Uma organização americana, a United Nations Population Fund (UNFPA), acaba de divulgar um relatório sobre o estado da População Mundial, que associa o crescimento populacional com a degradação ambiental e a diminuição de recursos, afirmando que a solução para estes problemas passa pela redução da natalidade por todos os meios.

A reacção da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), não se fez esperar, tendo emitido um comunicado que afirma que tais afirmações não correspondem, à verdade até porque “estão em contradição directa com relatórios que apontam como o enorme problema do mundo o envelhecimento da população, aumento de pressão para imigração e competição intergeracional”.

Contactado pela Agência ECCLESIA, Fernando Castro, Presidente da APFN, afirmou que a UNFPA têm uma “ideologia fortemente pró-aborto e que devido aos seus inúmeros fundos, apoia países da América latina e de África nesta prática, ameaçando cortar-lhes tais fundos, caso não adoptem estas políticas”. 

Segundo a APFN, nem a fome, nem a pobreza são motivos para as posições que a UNFPA toma. No comunicado pode ler-se que quando os “agricultores são financiados para reduzirem a produção”, não se pode falar em falta de recursos. Repudiando a totalidade das conclusões da UNFPA, a Associação das famílias apela a todos os grupos parlamentares que “contrariem a feroz política anti-família embutida na presente proposta de Orçamento de Estado para 2001”.

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