Agência Ecclesia -
15 Mai
08
APFN diz que Governo português quer destruir
instituição familiar
Fernando Castro pede mudança de políticas no Dia
Internacional da Família
O presidente da Associação Portuguesa das Famílias
Numerosas (APFN) considera que o Governo português
quer destruir instituição familiar. Fernando Castro
sublinha ser inconcebível vivermos num país
empenhado na destruição da família.
O Presidente da APFN lembra a liberalização do
aborto, "o primeiro país do mundo a fazê-lo em plena
crise demográfica", e agora "está empenhado em
liberalizar o divórcio, "num país em que o divórcio
atinge os 50% dos casamentos realizados".
O Presidente da APFN sublinha que a família é o
elemento base da sociedade. "A partir dela se
estrutura a sociedade e só depois vem o Estado",
lembra. No entanto as famílias debatem-se com
situações "complicadas, não só devido à sua
fragilização e desprotecção por parte do Estado, mas
também porque estamos no início de uma grave crise
económica".
Fernando Castro aponta o aumento das taxas de juro,
que incidem sobre o aumento das prestações de
habitação e um "disparar dos preços dos bens
essenciais".
A APFN espera que "o Estado e o Parlamento se deixem
de medidas idiotas, assumam esta conjectura como uma
problema grave que compromete o futuro da sociedade
portuguesa".
A associação está "cada vez mais forte e empenhada
em lutar no sentido de reforçar as famílias",
explica, apontando o caminho, que cada vez mais
empresas e autarquias parecem "acompanhar", em
oposição ao poder político central.
Autarquias atentas às famílias
Fernando Castro enaltece o exemplo da autarquia de
Vila Real, apostada em "projectar a instituição
familiar". Mais do que medidas "a autarquia percebeu
as dificuldades pelas quais as famílias atravessam e
estão de facto a ajudar".
A autarquia criou o Cartão da Família Numerosa que
"oferece muitas facilidades a famílias com três ou
mais filhos", explica o Presidente da APFN. Uma
forma de promover o aumento demográfico, "não
através de campanhas anti-conceptivas, como se
assiste".
Fernando Castro lamenta haver poucas famílias
numerosas, embora "20% das famílias gostassem de ter
três ou mais filhos".
A autarquia possibilita o acesso a valências
nomeadamente "transportes e actividades de tempos
livres". Fernando Castro adianta ainda a adesão da
Associação Comercial de Vila Real a aderir ao
programa, o que possibilita "descontos nas lojas da
cidade".
O Presidente da APFN aponta "um espírito criado em
torno das famílias", extensível às Juntas de
Freguesia que criaram um subsídio de natalidade.
"São pequenas medidas mas que manifestam um espírito
de cultivo pelas família", explica, em contraste com
o espírito expresso no restante país.
Lei do Divórcio é antifamília
Acerca do Projecto Lei do divórcio, Fernando Castro
afirma ser "inconcebível" mas estar "de acordo com a
política antifamília que o país tem adoptado nos
últimos anos".
"O que menos precisamos é de se facilitar o
divórcio", sublinha, acrescentando que "o projecto
retira direitos aos mais frágeis".
A sociedade portuguesa está "anestesiada por uma
classe política que tomou conta da opinião pública".
A classe política "não vê à frente dos quatro anos
da legislatura", aponta. Perante um desfasamento com
a realidade, "os portugueses estão mais alheios à
actividade política. Não apenas os jovens, mas
todos", frisa.
A APFN trabalha na "procura de soluções". Falando
com autarquias e empresas disponíveis para dar
"facilidades aos sócios", Fernando Castro acredita
que a associação "está a lutar por um país mais
responsável".