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Manuel Brás - 26 Mai 05
Obrigado a todos
Em primeiro lugar, pela coragem, à
equipa de jornalistas que na edição de 14 de Maio pôs os leitores do “Expresso”,
et pour cause muito mais pessoas, a par sobre muito – não tudo, nem
talvez o pior – do que consta dos programas de “educação sexual” concebidos pela
APF e que os pais na generalidade ignoram.
Obrigado à APF pelo prestimoso trabalho
realizado em Portugal há quase 40 anos, que nos transportou para a
modernidade.
Quando em 1967 a APF chegou ao poder,
perdão a Portugal, a taxa de natalidade rondava os 3.0 filhos/mulher. Uma
barbaridade! Hoje, a taxa de natalidade anda pelos 1,4 ou 1,5 filhos/mulher e a
estrutura demográfica da população portuguesa é a que se sabe. Desde o princípio
a sua grande prioridade foi libertar – sem aspas – as mulheres do pesadelo da
gravidez e da maternidade. A APF pode dizer vitoriosa: conseguimos!
Nos seus programas de educação sexual a
APF vai ao encontro das mais secretas aspirações de quaisquer pais: ter um filho
homossexual. É que, ao apresentar a homossexualidade e a heterossexualidade como
questão de opção entre orientações com igual expectativa, se os alunos
resolverem seguir a lei das probabilidades, a sua distribuição será
fifty-fifty, o que não deixa de ser esperançoso para o incremento de tão
giríssimo e festivo lobby. Pelo menos enquanto a clonagem não chegar ao
hipermercado.
O terceiro grande feito da APF continua
a ser a luta pela liberalização do aborto. A razão é simples e explica-se de uma
penada: qual é a solução para o aborto? Quem sabe? Vamos lá a ver… Isso mesmo! A
“educação sexual”, pois claro. Portanto, é fundamental liberalizar o aborto para
tornar cada vez mais necessária a “educação sexual”.
Perceberam?
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