Público - 24 de Maio

INDIGNAÇÃO

Durão Defende Educação Sexual Facultativa

Durão Barroso defendeu ontem que a educação sexual nos ensinos básico e secundário deve ser facultativa, não deve ter carácter interdisciplinar e pode durar apenas algumas semanas, em vez de se estender a todo o período lectivo.

"Sou eu obrigado a que os meus filhos tenham que aceitar uma concepção que o Estado impõe? Não estou de acordo. O Estado não tem que se meter aí", defendeu o líder do PSD, em conferência de imprensa. "Se a educação religiosa é facultativa, porque é que a educação sexual, que não tem seguramente uma importância maior que a ética e a moral, não deve ser?", disse ainda Durão Barroso. "Têm que se respeitar os valores da comunidade em que estamos inseridos", acrescentou.

O líder social-democrata explicou que, ao contrário do que se diz, existem diferenças entre o PS e o PSD. Enquanto para o PS as prioridades são "as salas de chuto", "as uniões de facto" e "a educação sexual contra a vontade das famílias", para o PSD é mais importante "a construção de pavilhões gimno-desportivos", "o apoio à política para a família" e "o ensino da Matemática e do Português".

O líder do PSD reuniu-se, durante a tarde, com algumas associações ligadas à família que actuam na área do planeamento familiar e atendimento sexual.

Pinheiro Torres, porta-voz dessas associações, disse à comunicação social que, na altura do referendo do aborto, se gerou um "consenso nacional sobre o planeamento sexual", mas que o que resultou foi "o Estado a impor a sua concepção a todos". E acrescentou que o modelo em vigor "já foi implantado em países da Europa, com resultados desastrosos".

I.E.L.

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