As cerca de 1.600
famílias numerosas do concelho de Évora vão pagar a água
consumida da rede pública ao mesmo preço por metro
cúbico que os agregados familiares menores, foi hoje
anunciado.
A alteração surge
depois da Câmara de Évora ter aderido à Tarifa Familiar
da Água, uma iniciativa da Associação Portuguesa de
Famílias Numerosas (APFN), a que já se associaram os
municípios de Sintra, Lisboa, Porto, Coimbra, Portimão,
Condeixa-a-Nova, Aveiro e Ribeira Grande.
O presidente da
autarquia alentejana, José Ernesto Oliveira, adiantou à
Agência Lusa que a nova tarifa vai abranger cerca de
1.600 famílias do concelho, num total superior a oito
mil habitantes.
Segundo o
presidente da APFN, Fernando Castro, a Tarifa Familiar
prevê o escalonamento do preço em função do número de
elementos de cada habitação, "acabando com a forte
penalização a que as famílias numerosas estão sujeitas
no consumo doméstico de água".
Em declarações à
Lusa, o responsável da APFN considerou que a nova tarifa
não constitui uma regalia para as famílias numerosas,
mas uma forma delas passarem a pagar o mesmo que as
famílias menos numerosas.
"Uma família com
quatro filhos paga a água ao dobro do preço por metro
cúbico, o que é profundamente penalizador para quem opta
por ter mais filhos", exemplifica a associação.
Num cenário da
seca que assola o território continental, em particular
o Alentejo, esta modalidade de tarifário apela também,
segundo a APFN, a um consumo mais racional.
Apesar de
existirem em Portugal apenas sete por cento de famílias
com três ou mais filhos, 20 por cento da população
pertence a famílias numerosas, recorda a APFN.
Com cinco anos de
existência, a associação já ultrapassou os 4.000 sócios
(casal com o mínimo de três filhos) em todo o país.