António Sarmento - 15 Jun 05
 

Educação sexual

 

Educar significa “conduzir,” “guiar,”  para algum lugar ou para alguma forma de ser ou de estar.

Educação implica sempre um objectivo, uma intenção, um plano, que vai orientar a atitude do educador.

É por isso que “Educação sexual” é um tema tão delicado. Sabe-se que existem inúmeras teorias sobre os objectivos e as metodologias de aplicação desta matéria. E sabe-se que muitas delas estão em completa oposição ao modo de pensar da grande maioria dos pais e educadores.

Como é possível pensar-se que vamos passar um cheque em branco ao Estado para este proceder conforme as directivas de pseudo pedagogos, que pretendem usar as nossas crianças e adolescentes como cobaias para experiência de novos conceitos e métodos?

A reportagem apresentada no Expresso de 14 de Maio de 2005 revela a natureza dos planos que estão a ser preparados nos bastidores do Ministério com a participação dos dinheiros públicos e a chancela do Estado. O que eles sugerem não é um plano educativo. É um inquérito sobre técnicas sexuais mais ou menos “avançadas” praticadas (ou não?) eventualmente por alguns dos alunos, para melhor divulgação pelos restantes. Objectivo visado pelos mentores do programa? Provavelmente  generalizar entre as crianças e adolescentes práticas sexuais “diversificadas”. É o marketing para a utilização indiscriminada da sexualidade para obtenção do prazer pelo prazer apenas, para o desenvolvimento do hedonismo que significa um egoísmo extremo, e cujas consequências finais são a degradação da pessoa, a vulnerabilidade à droga, ao crime, à auto-destruição e à agressão social.

Agora que o novo Governo está a passar revista às “gavetas” apelamos para que limpe e deite fora o lixo que lá se encontra. E que dentro desta louvável e indispensável atitude acabe com as ligações perigosas à ONG e à APF (Associação de Planeamento Familiar) responsáveis principais por esta política de tarados.

Educação sexual sim. Mas uma verdadeira educação com princípios e métodos para formar cidadãos saudáveis de corpo e alma. E isso tem que ser feito em colaboração com os Pais e educadores.

António Sarmento

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