Educação sexual
Educar significa “conduzir,” “guiar,”
para algum lugar ou para alguma forma de ser ou de estar.
Educação implica sempre um objectivo,
uma intenção, um plano, que vai orientar a atitude do educador.
É por isso que “Educação sexual” é um
tema tão delicado. Sabe-se que existem inúmeras teorias sobre os
objectivos e as metodologias de aplicação desta matéria. E sabe-se que
muitas delas estão em completa oposição ao modo de pensar da grande
maioria dos pais e educadores.
Como é possível pensar-se que vamos
passar um cheque em branco ao Estado para este proceder conforme as
directivas de pseudo pedagogos, que pretendem usar as nossas crianças e
adolescentes como cobaias para experiência de novos conceitos e métodos?
A reportagem apresentada no Expresso de
14 de Maio de 2005 revela a natureza dos planos que estão a ser
preparados nos bastidores do Ministério com a participação dos dinheiros
públicos e a chancela do Estado. O que eles sugerem não é um plano
educativo. É um inquérito sobre técnicas sexuais mais ou menos
“avançadas” praticadas (ou não?) eventualmente por alguns dos alunos,
para melhor divulgação pelos restantes. Objectivo visado pelos mentores
do programa? Provavelmente generalizar entre as crianças e adolescentes
práticas sexuais “diversificadas”. É o marketing para a utilização
indiscriminada da sexualidade para obtenção do prazer pelo prazer
apenas, para o desenvolvimento do hedonismo que significa um egoísmo
extremo, e cujas consequências finais são a degradação da pessoa, a
vulnerabilidade à droga, ao crime, à auto-destruição e à agressão
social.
Agora que o novo Governo está a passar
revista às “gavetas” apelamos para que limpe e deite fora o lixo que lá
se encontra. E que dentro desta louvável e indispensável atitude acabe
com as ligações perigosas à ONG e à APF (Associação de Planeamento
Familiar) responsáveis principais por esta política de tarados.
Educação sexual sim. Mas uma verdadeira
educação com princípios e métodos para formar cidadãos saudáveis de
corpo e alma. E isso tem que ser feito em colaboração com os Pais e
educadores.
António Sarmento