No período de adopção dos manuais para o 3.º ano, que
decorreu durante Maio, os professores do 1.º ciclo que
quisessem olhar para toda a oferta existente no mercado
teriam de apreciar mais de 60 livros, atendendo a
critérios de organização e método, informação,
comunicação e características materiais. Os seus colegas
do 6.º ano, que estão neste momento a proceder à mesma
avaliação, também não têm a vida facilitada. Entre as
várias disciplinas deste ciclo de estudos podem olhar
para 110 títulos. São estes os dois anos cujos manuais
vêem agora o seu período de vigência concluído (também
os 11.º e 12.º anos) e em relação aos quais as escolas
têm de efectuar novas escolhas para o próximo ano
lectivo. Para todos os nove anos do ensino básico, o
número de manuais disponíveis no mercado ascende a 1200,
sem contar com os de Educação Moral e Religiosa. Apenas
para o 1.º ano são mais de cem. E só para Língua
Portuguesa, por exemplo, existem 36. O problema da
quantidade e diversidade de livros escolares, que
dificulta tanto o processo de adopção como a verificação
da qualidade científica e pedagógica - obrigatória por
lei, mas nunca cumprida - não é novo. Mas a verdade é
que também não parece diminuir. De acordo com os dados
do Ministério da Educação relativos ao ano passado,
existiam mais de dois mil livros para os 12 anos de
escolaridade. I.L