Público - 04 Jun  05

 

1200 manuais para o ensino básico

 

No período de adopção dos manuais para o 3.º ano, que decorreu durante Maio, os professores do 1.º ciclo que quisessem olhar para toda a oferta existente no mercado teriam de apreciar mais de 60 livros, atendendo a critérios de organização e método, informação, comunicação e características materiais. Os seus colegas do 6.º ano, que estão neste momento a proceder à mesma avaliação, também não têm a vida facilitada. Entre as várias disciplinas deste ciclo de estudos podem olhar para 110 títulos. São estes os dois anos cujos manuais vêem agora o seu período de vigência concluído (também os 11.º e 12.º anos) e em relação aos quais as escolas têm de efectuar novas escolhas para o próximo ano lectivo. Para todos os nove anos do ensino básico, o número de manuais disponíveis no mercado ascende a 1200, sem contar com os de Educação Moral e Religiosa. Apenas para o 1.º ano são mais de cem. E só para Língua Portuguesa, por exemplo, existem 36. O problema da quantidade e diversidade de livros escolares, que dificulta tanto o processo de adopção como a verificação da qualidade científica e pedagógica - obrigatória por lei, mas nunca cumprida - não é novo. Mas a verdade é que também não parece diminuir. De acordo com os dados do Ministério da Educação relativos ao ano passado, existiam mais de dois mil livros para os 12 anos de escolaridade. I.L

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