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Público OnLine - 2 de Junho
Associação elogia Guterres
APFN congratula-se com obrigatoriedade da licença de paternidade
Por Sofia Branco
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) congratulou-se "bastante" com a decisão do Governo em tornar obrigatório o gozo da licença de paternidade durante cinco dias, uma medida aprovada ontem em Conselho de Ministros.
A APFN considera que o primeiro-ministro, António Guterres, "meteu o dedo na ferida", ao dizer que esta licença, mais do que um direito dos trabalhadores, é um direito das crianças. "O exercício da paternidade é, para os pais, a sua primeira função, à frente de tudo o resto", afirmou ao PUBLICO.PT Fernando Castro, presidente da APFN. "O primeiro presente que os pais devem dar à criança é o seu tempo" e esta legislação permite que assim seja, acrescentou Fernando Castro.
Ontem, a Confederação Nacional de Associações de Família (CNAF) considerou a medida "insuficiente e avulsa". Para a APFN, a medida também é, por si só, "insuficiente", mas trata-se de "um primeiro passo de uma longa caminhada que há a fazer, um gesto extraordinariamente importante".
A CNAF afirmou que "o Governo devia preocupar-se antes com medidas de fundo, como a implementação da licença e abonos parentais". "Não se pode fazer tudo ao mesmo tempo. Devemos saudar um gesto positivo", declarou Fernando Castro. "Com esta atitude, o Governo testemunha que governar não é assistir, clamando por auto-regulações, mas actuar", considera a APFN.
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