Diário de Notícias - 21 de Junho

Televisões desafiadas a aceitar comissão arbitral

Movimento "Quarentena para televisão mais sã" deverá avançar, hoje ou amanhã, com conjunto de propostas às estações

Os promotores do movimento "quarentena por uma televisão mais sã" vai propor às estações televisivas a criação de uma comissão independente que avalie, antes da exibição, se os programas violam a Lei da Televisão.

A medida, proposta por Joaquim Pedro Costa, jurista que iniciou o referido movimento, pressupõe a criação de uma comissão independente, formada por elementos designados pelas próprias estações e, eventualmente, pelo Provedor de Justiça.

Do conjunto de propostas, avançadas ontem à agência Lusa, consta também a limitação das emissões dos reality shows a um horário posterior às 22 horas.

O movimento "Quarentena para uma televisão mais sã" deverá ainda propor às operadoras televisivas a publicitação na íntegra dos contratos assinados pelos concorrentes aos reality shows, no sentido de esclarecer se põem em causa direitos fundamentais.

Movimento que conta com a adesão de diversas figuras públicas - como Helena Roseta, deputada do PS, da escritora Luísa Costa Gomes, de Maria Barroso Soares, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa ou Bagão Félix, presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz - a iniciativa "Quarentena para uma televisão mais sã" desafiou os telespectadores a não sintonizarem a SIC (e os respectivos canais do cabo) e a TVI durante o mês de Junho. Apesar de reconhecer que a "quarentena" não tem tido reflexo nas audiências, Joaquim Pedro Costa afirma-se satisfeito com a adesão ao site do movimento (quarentenatv.tripod.com), que ascendem, desde 1 de Junho, a cerca de 13 mil. 

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