Diário de Notícias - 1 de Junho

Pais vão ter gozo efectivo dos cinco dias de paternidade

Rita Perestrelo

Para assinalar o Dia Mundial da Criança, o primeiro-ministro vai propôr à Assembleia da República uma medida que torna a licença de direito parental de cinco dias efectiva e irrevogável. Na prática, sempre que nasça uma criança, os pais vão mesmo gozar os dias seguintes com a família, mesmo que os patrões não gostem muito da ideia.

O objectivo desta medida é reforçar a igualdade entre mulheres e homens já que, actualmente, muitos pais renunciam a gozar esta licença por serem discriminados nas empresas onde trabalham se se "atrevem" a usufruir estes dias que a lei já consagrava.

Segundo o Ministro da Presidência, Guilherme d'Oliveira Martins, em declarações ao DN, "esta medida tem como finalidade aperfeiçoar os mecanismos de conciliação da vida pessoal e profissional" acrescentando que "este direito não pode ser posto em causa".

Prevê-se a entrada em vigor desta norma a partir do próximo ano.

Teoricamente esta medida não envolve encargos adicionais para o Estado, defende o ministro da Presidência justificando que a despesa está enquadrada na previsão financeira que hoje existe, uma vez que o direito a esta licença está previsto desde 1999.

Só que, na prática, como actualmente a maior parte dos pais renuncia à licença dos cinco dias que a lei lhes faculta, é natural que os encargos financeiros para a Segurança Social aumentem com a obrigação das empresas de autorizar o gozo dos cinco dias. 

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