De: APFN-Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Para: Comissão Nacional de Família; Exmo Senhor Presidente do
CDS-PP; Exmo Senhor Secretário-Geral do BE; Exmo Senhor
Secretário-Geral do PCP; Exmo Senhor Secretário-Geral do PS; Exmo
Senhor Secretário-Geral do PSD; Exmo Sr Presidente da Assembleia da
República; Exmo Sr Presidente do Grupo Parlamentar Bloco de Esquerda;
Exmo Sr Presidente do Grupo Parlamentar do Partido CDS/PP - Partido
Popular; Exmo Sr Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Comunista
Português; Exmo Sr Presidente do Grupo Parlamentar do Partido
Ecologista Os Verdes; Exmo Sr Presidente do Grupo Parlamentar do Partido
Social Democrata; Exmo Sr Presidente do Grupo Parlamentar do Partido
Socialista; Exmo Sr Primeiro Ministro
Cc: Exmo Senhor Ministro do Trabalho e Solidariedade; Exma Deputada
Ana Maria Manso; Exma Deputada Ana Narciso; Exma Deputada Heloísa
Apolónia; Exma Deputada Lucilia Ferra; Exma Deputada Manuela Aguiar;
Exma Deputada Maria do Rosário Carneiro; Exma Deputada Maria Ofélia
Moleiro; Exma Deputada Natália Carrascalão; Exma Deputada Natalina
Moura; Exma Deputada Rosa Albernaz; Exma Deputada Sónia Fertuzinhos;
Exmo Deputado Aires de Carvalho; Exmo Deputado José António Silva
Assunto: França: "Boom" de bebés e casamentos -
Comunicado da APFN
Exmo Senhor
A propósito dos visíveis resultados obtidos pela Política Familiar
adoptada por Jospin em França, junto se envia comunicado da APFN,
esperando que sirva de estímulo aos diversos ministérios para,
finalmente, porem em prática as medidas previstas na RCM 7/99 de 9 Fev,
ou seja, há mais de dois anos!
Respeitosos cumprimentos
Fernando Castro
Presidente da Direcção
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França: "Boom" de bebés e casamentos - Comunicado da APFN
Junto se envia notícia publicada ontem em http://www.zenit.org,
referindo que a política familiar levada a efeito pelo governo francês
de Jospin fez com que a natalidade em França tenha vindo a subir nos
últimos três anos, tendo no ano passado obtido um acréscimo de 5%,
assim como o aumento do número de casamentos.
Algumas das medidas do governo francês foram recentemente
implementadas em Portugal, por iniciativa do Ministério do Trabalho e
da Segurança Social, Ministério que tem o pelouro da Família.
Recorde-se que a APFN saudou logo na primeira hora a recente
implementação da obrigatoriedade da licença da paternidade, medida
essa que foi aprovada na Comunidade Europeia por iniciativa do Governo
Português.
No entanto, e ao contrário do que acontece em França e noutros
países europeus, estas medidas são contrariadas por opções
anti-família adoptadas por outros ministérios, que continuam a
recusar-se em seguir as linhas orientadoras da Política Familiar,
publicadas na Resolução de Conselho de Ministros 7/99 de 9 de
Fevereiro, há, portanto, mais de 2 anos!! (Esta RCM pode ser consultada
em http://www.terravista.pt/ilhadomel/1715/Noticias/1999/rcm2.htm).
Por exemplo, quando é que o Ministério das Finanças deixa de ver
as famílias como uma ameaça ao bem estar nacional e deixa de as
perseguir fiscalmente? Por que motivo, numa altura em que dá
benefícios fiscais para as famílias que venham a aderir à
moderníssima TV Interactiva, continua a penalizar as pessoas que se
casem, obrigando-as a pagar mais impostos do que se não o fizerem? Por
que motivo os impostos incidem praticamente apenas sobre as receitas
familiares, não tomando em linha de conta as despesas inerentes ao
"simplesmente viver", como seja comer, beber, vestir, calçar?
Por que motivo uma família composta por casal com quatro filhos, por
exemplo, que tem o dobro da dimensão média de uma família portuguesa,
tem que pagar o metro cúbico da água que consome pelo dobro do preço
da tal "família média"?
Por que motivo o Ministério da Cultura continua a fazer tábua rasa
do determinado em termos da criação do já famosíssimo "bilhete
de família" para a frequência de espectáculos e entradas em
espectáculos e museus por ele promovidos?
Para quando a criação de facilidades em termos de transportes
públicos para famílias numerosas?
Enfim, quando é que o Governo começa, de facto, a pôr em prática
a tal RCM 7/99, executando uma Política Familiar Global, em vez de
deixar o Ministério do Trabalho a tentar contrariar sozinho a bem
visível degradação das famílias portuguesas, com os bem visíveis
resultados desastrosos na sociedade?
A recuperação das famílias francesas tem sido possível por o
governo francês ter vindo a implementar, na prática, as leis que
elabora.
Isto fez com que o cartão português de sócio da APFN tenha bem
mais benefícios em França do que em Portugal!
À semelhança do que se tem passado nos outros países europeus, a
situação só melhorará em Portugal quando a RCM 7/99 for, de facto,
posta em prática, e deixar de ser uma simples declaração de santas
intenções, isto é, quando os diversos Ministérios deixarem de querer
contrariar os efeitos das medidas que o Ministério do Trabalho e
Segurança Social tem vindo, teimosamente, a implementar.
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Zenit.org - 18 de Junho
Francia: «Boom» de bebés y matrimonios
Efectos de las nuevas políticas lanzadas por Lionel Jospin
PARIS, 18 junio 2001 (ZENIT.org).- Hace unos días, el primer
ministro Lionel Jospin anunció que en un futuro próximo los padres
franceses varones podrán gozar de un «permiso de paternidad» de 14
días cuando nazca un hijo, con el sueldo íntegro, retribuidos por la
previsión social.
La ley, que será presentada en el Parlamento en otoño, tiene la
pretensión de «provocar la evolución de los comportamientos» dentro
de la familia y la empresa, según palabras de la ministra de Familia e
Infancia, la socialista Ségolène Royale.
El proyecto trata de salir al paso de la evolución de la sociedad
francesa. Por una parte, hay un número cada vez mayor de mujeres que
trabajan y quieren participar en la viuda pública; por otra, los
hombres son cada vez más conscientes de la importancia del papel
paterno y de la necesidad de crear una relación personal con los
propios hijos desde la más tierna infancia.
Hasta ahora, los padres podían disfrutar sólo de tres días de «permiso
por solidaridad familiar». Las mujeres que trabajan pueden gozar de 16
semanas de permiso por maternidad, por los dos primeros hijos, y 26
semanas a partir del tercer hijo.
Se sigue la tendencia de los países nórdicos: los «papás»
daneses gozan desde hace tiempo de dos semanas de permiso, los
finlandeses tienen 18 días y los suecos pueden hacer de padres a tiempo
completo por cuarenta días, si la mujer tiene que trabajar.
La política familiar ha estado siempre entre las preocupaciones de
los gobiernos de derecha, pero en los últimos años se ha convertido en
un punto fuerte de las propuestas del gobierno socialista de Jospin.
Hasta hace poco los legisladores franceses se habían ocupado casi
exclusivamente de la mujer: desde 1997, las mamás pueden, si quieren,
trabajar a tiempo parcial (de 16 a 32 horas a la semana) en los dos
primeros años desde el nacimiento del hijo o de su adopción, con la
garantía de reencontrar el tiempo completo más tarde.
Al mismo tiempo, pueden pedir horarios compatibles con las exigencias
familiares: muchas mujeres se quedan en casa el miércoles, día de
vacación en las escuelas maternas y elementales.
La madre francesa tiene además la posibilidad de no trabajar hasta
los tres años del último nacido, aún recibiendo de la seguridad
social un bono proporcional al número de hijos. Si en cambio prefiere
volver al trabajo puede elegir entre la guardería y la «nurrice» una
«niñera» reconocida por el Estado y pagada con una asignación
pública.
Francia es hoy, junto a Holanda, el país europeo en el que más
aumenta el índice de población. Según estimaciones oficiales, desde
hace tres años, los nacimientos aumentan y el año 2000 registró un
aumento del 5%. Los matrimonios han sido 300.000, una cifra que no se
había alcanzado desde hacía 17 años. Según los expertos, el efecto
de un crecimiento económico estable se conjuga con una sensación de
seguridad inspirada por una política de protección familiar.
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