APFN - 11 de Junho
Licença de Paternidade em toda a União Europeia - Comunicado da APFN
Exmo Senhor
Dr. Paulo Pedroso
Digmo Ministro do Trabalho e Solidariedade
A APFN congratula-se com a adopção da Licença de Paternidade em
toda a União Europeia, sob proposta do Governo Português.
Recorda-se que a APFN foi das poucas associações a saudar
efusivamente a recente medida do Governo em tornar obrigatória a já
existente Lei da Paternidade.
Mais se congratula pelas felizes declarações que V. Exa fez hoje a
propósito desta medida, que, nas suas palavras, destina-se a combater
uma cultura existente de desresponsabilização dos pais, declarações
essas que vêm no seguimento das efectuadas pelo Primeiro-Ministro e por
V. Exa. no passado dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança.
A APFN espera que, por simples questão de coerência, esta medida
seja seguida de outras, na mesma linha, medidas essas que esta
Associação defende desde a data da sua criação, há dois anos, e que
são:
1 - Acabar com a penalização fiscal do casamento, que faz com que
duas pessoas passem a pagar mais impostos se se casarem. Esta
penalização fiscal dá a ideia de que o Estado privilegia as uniões
de facto, ou nem isso, relativamente ao casamento, quando se sabe que,
apesar da elevada taxa de divórcios existente, o casamento ainda é a
forma mais estável de ligação, garantindo a presença de ambos os
pais na educação dos filhos. Recorde-se que, conforme amplamente
divulgado na comunicação social, 500 casais casaram-se no ano passado
em Espanha, a fim de poderem manter as regalias fiscais de solteiros, o
que bem ilustra o escândalo da política familiar portuguesa.
2 - Portugal adoptar deduções fiscais com os filhos minimamente
razoáveis, aliás conforme previsto na Constituição. A APFN defende
uma dedução de meio-salário mínimo, apesar de, por definição, o
razoável ser um salário mínimo.
3 - Os abonos familiares terem valores minimamente razoáveis, à
semelhança do praticado nos outros países europeus.
A APFN espera que V. Exa., como responsável pelo pelouro da
Família, interceda junto do Governo de modo a complementar a
obrigatoriedade da licença parental com outras medidas bem mais
importantes para estimular a presença de ambos os pais na educação
dos filhos, o que só se consegue com famílias cada vez mais fortes.
A APFN renova a sua total disponibilidade para colaborar com o
Governo no sentido de se atingir este objectivo.
Respeitosos cumprimentos
Fernando Castro
Presidente da Direcção
Telem: 917 219 197
Fax: 213 979 681
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