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TSF - 11 de Junho
IGUALDADE
Quinze querem licença paternal em toda a União Europeia
Os Quinze vão tentar alargar a toda a UE o regime de licença paternal, que permite aos pais partilharem a licença de parto com as mães. A norma comunitária prevê ainda a igualdade sexual a nível das condições de trabalho, formação e promoção.
Os ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais dos Quinze vão tentar hoje no Luxemburgo alargar a toda a União Europeia o regime de licença paternal, que permite aos pais partilharem a licença de parto com as mães.
A proposta, que será ainda levada ao Parlamento Europeu, foi apresentada por Portugal e levantou inicialmente muita discussão, tendo entretanto obtido a concordância de outros Estados-membros como a Suécia e a Espanha.
Visa-se alargar aos Quinze um direito que existe já em vários países comunitários, como Portugal (que prevê cinco dias de licença paternal), mas que está ausente das legislações de outros Estados-membros, como o Reino Unido e a França, de acordo com uma fonte diplomática portuguesa.
A medida, que consiste no reconhecimento do direito paternal ao homem após o parto, possibilitando-o partilhar com a mulher a licença consagrada na legislação, insere-se num pacote legislativo consagrado à igualdade de tratamento entre os homens e mulheres no acesso ao emprego, datado de 1976 e que os ministros querem agora ver revisto.
A norma comunitária prevê ainda a igualdade dos dois sexos a nível das condições de trabalho, formação e promoção.
Um elemento-chave da proposta refere-se à protecção contra o assédio sexual, que constitui, segundo a norma comunitária, uma forma de discriminação sexual, sendo responsabilidade do empregador a promoção de uma ambiente de trabalho não propício a esta situação.
Os ministros tentarão ainda alcançar uma posição comum sobre a futura norma de informação e consulta dos trabalhadores, que prevê a participação destes em decisões das empresas relacionadas com despedimentos ou planos de reestruturação.
Na última reunião, o Reino Unido, a Irlanda, Alemanha e Dinamarca opuseram-se a um acordo, parecendo, no entanto, que apenas o primeiro país mantenha as reservas demonstradas.
O sistema poderá prever sanções às empresas que não cumprirem os requisitos, nomeadamente a suspensão das decisões adoptadas até que as normas sejam respeitadas.
Na mesa dos ministros está ainda uma outra proposta para protecção dos trabalhadores dos níveis elevados de ruído e que estabelece um nível máximo de decibéis a partir do qual os empregados não estariam protegidos.
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