ao
enunciar um conjunto de medidas para a reforma fiscal.
António Guterres salientou que a regra continua a ser o sigilo
bancário mas este será quebrado em situações de clara evasão ou
fraude fiscal.
Quanto ao desagravamento do IRS, o Governo quer realizar no próximo
Orçamento de Estado uma actualização de todos os escalões deste
imposto em 5 por cento, com excepção do primeiro, que será
actualizado em 10 por cento.
O primeiro-ministro anunciou também a diminuição para 12 por cento
(menos dois pontos percentuais) da taxa de tributação do primeiro
escalão, actualizado para 800 contos, assim como a diminuição de um
ponto percentual nas taxas de tributação dos restantes escalões
intermédios que passarão de 15 para 14 por cento (até 1.210 contos);
de 25 para 24 por cento (até 3.000 contos); de 35 para 34 por cento
(até 6.900 contos).
Será ainda criado um novo escalão, entre os 6.900 e os 10.000
contos, tributado pela taxa de 38 por cento, o que representa uma
diminuição de dois pontos percentuais face à taxa actual.
O Executivo pretende ainda redefinir o actual sistema de deduções
à colecta em função do número de dependentes e a elevação do
montante das deduções às despesas de educação, especialmente em
famílias numerosas.