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Público online - 4
Jul 06
Proposta de especialistas
Associações de
família contra fim dos benefícios fiscais das
despesas com educação
A Confederação Nacional das Associações de
Família (CNAF) insurgiu-se hoje contra a
possibilidade de o Governo pôr fim aos benefícios
fiscais no domínio da educação e da terceira idade.
O fim da dedução para
efeitos de IRS das despesas com educação é uma das
propostas do grupo de trabalho encarregue pelo
Governo de estudar a simplificação das leis fiscais.
O grupo de especialistas em fiscalidade sugeriu
igualmente o fim das deduções à colecta das despesas
com lares, prémios de seguros, energias renováveis e
todos os benefícios fiscais que não sirvam para
estimular poupanças para a reforma.
Em comunicado, a CNAF manifesta a sua preocupação
quanto à "excessiva onerosidade, agora ainda mais
agravada, das condições de vida de grande parte das
famílias portuguesas, com especial ênfase nas áreas
em que o Estado tem responsabilidades sociais
acrescidas".
A confederação, presidida por Teresa Costa Macedo,
considera prejudicial a intenção do Governo de pôr
fim aos benefícios fiscais no domínio da educação
num país como Portugal, onde se verifica um baixo
índice de escolaridade.
"Se o problema que se pretende resolver é,
acreditamos, o défice orçamental, então o Estado
deverá, em primeiro lugar, zelar pelas suas
instituições de ensino, eliminando as situações de
despesismo", refere a confederação.
A CNAF contesta também a intenção governamental de
pôr fim aos benefícios fiscais atribuídos às
famílias no domínio da terceira idade e afirma que
há um tratamento penalizador relativamente aos
idosos acolhidos em família por comparação com os
que são acolhidos em lares.
Segundo a confederação, muitos dos lares (públicos
ou privados) representam uma acentuada despesa
pública.
"Um número considerável de camas existentes nos
hospitais públicos estão ocupadas por idosos
abandonados que não estão sujeitos a qualquer
tratamento hospitalar, gastando o Estado um valor
diário superior ao praticado em vários hotéis de
cinco estrelas de Lisboa", refere a CNAF.
Na opinião da confederação, o Estado tem uma
acrescida obrigação de aumentar as suas exigências,
em nome do interesse público, quanto à gestão e
práticas de todas as organizações, de modo a poder
acautelar os interesses das famílias. |