Diário de Notícias - 19
Jan 07
Menos receitas para o desporto
escolar
Madalena Esteves
As receitas do desporto escolar, provenientes do Orçamento de Estado
(OE) e do Totoloto, registaram uma diminuição nos últimos anos,
revela o estudo Desporto Escolar -Um Retrato, apresentado
ontem. A diminuição das apostas no Totoloto - que contribui
com 98% das receitas -, e a descida das verbas do OE, que em 2002
ascenderam a 484 377 euros e em 2005 apenas a 42 500 euros,
justificam esse decréscimo.
Luís Capucha, director-geral de Inovação e Desenvolvimento
Curricular do Ministério da Educação, reconheceu na apresentação que
os equipamentos são uma das lacunas do desporto escolar. Mas o
responsável salienta que "temos investido todos os anos na melhoria
dos equipamentos escolares".
O director-geral manifestou a sua satisfação pelos resultados
obtidos pelo desporto escolar, designadamente "o crescente
envolvimento das escolas, dos agentes educativos e não apenas dos
especialistas". Mas acrescenta: "Julgamos que podemos ir mais
longe."
No capítulo pedagógico, Jorge de Sousa, autor do estudo, juntamente
com Jorge Magalhães, destaca a importância do desporto escolar para
"o desenvolvimento do desporto português e de Portugal".
Os 110 mil praticantes de desporto escolar, desde o 5.º ano de
escolaridade até ao 12.º ano, aprendem "a entreajuda, a disciplina,
o trabalho em equipa, o respeito pelo outro", evidencia Jorge de
Sousa.
Entre os vários projectos desenvolvidos nas escolas salientam-se a
Taça Luís Figo, com várias modalidades, e o MegaSprinter, de
atletismo, patrocinado por Francis Obikwelu.
Além de aprenderem a ser atletas muitos alunos também recebem
formação no sector da arbitragem. No ano lectivo de 2004/05, 3267
alunos foram árbitros e juízes, 42,3% dos quais na região Norte
(1381).