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Diário de Notícias - 15 Jan 05
Famílias numerosas contra IVA das
fraldas
A Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN)
protestou ontem contra a possibilidade de a Comissão Europeia
obrigar o Governo a repor os 19% de IVA nas fraldas para bebés. O
Orçamento do Estado para 2005 prevê que o IVA (imposto sobre o valor
acrescentado) das fraldas passe de 19 para cinco por cento,
permitindo baixar o preço do produto. E Bagão Félix já disse não
estar preocupado com a reprimenda da Comissão Europeia.
A decisão de baixar o IVA «configura uma clara infracção das regras
comunitárias», segundo a Comissão, avançou ontem o Diário
Económico. O ministro das Finanças e da Administração Pública,
Bagão Félix, explicou que a decisão do Governo de diminuir o valor
do IVA sobre as fraldas apenas alterou uma parte do Código do IVA,
ou seja, deixou de fazer distinção entre as fraldas para bebés e as
fraldas para adultos incontinentes. «Quem tem uma taxa de cinco por
cento nos preservativos, não percebo porque é que não pode ter para
as fraldas, que representam um encargo muito elevado para os pais»,
reagiu ontem o ministro. O Código do IVA prevê uma taxa de 5% para,
entre outros, medicamentos, preservativos, pensos, agulhas e
seringas para diabéticos, bem como «resguardos e fraldas para
adultos incontinentes», tendo o Governo decidido retirar a parte
referente aos adultos incontinentes, adiantou Bagão Félix. A APFN
vai solicitar ao Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que
suspenda de imediato esta decisão. [anterior] |