SIC - 17 de Fevereiro

Os pedidos dos independentes

Convidados de várias esferas sociais e culturais pedem viragem

Desde às famílias numerosas, até à cultura e à solidariedade, os vários convidados independentes falaram nos temas que querem ver no topo da agenda social-democrata. Ficaram os pedidos de que Durão Barroso tomou nota.

Isabel Marques da Silva
Jornalista

Nicolau Breyner, actor, lembrou os tempos em que uns “carolas” fizeram a primeira novela portuguesa da RTP. ”Foi uma batalha há 20 anos para implantar uma indústria audiovisual portuguesa, mas veio o PS e disse que não podia ser porque era muito cara”, disse.
O actor espera do PSD uma nova aposta nesta área e que não se poupe em recursos porque considera que a “pátria está em perigo e por isso não se pergunta o preço das balas e dos canhões”.

Breyner lembrou que nenhum operador cumpre os mínimos de produção nacional e deixa a réplica: ”È preciso continuar a lutar para travar a colonização estrangeira de formatos e produtos com o argumento de que são baratos e testados”.As suas propostas passam por: lei do mecenato, linhas de crédito, serviço público subsidiado e boa produção.

Desastre da política familiar

Fernando Castro, presidente da Associação das Famílias Numerosas usou a metáfora do sapo na panela para caracterizar o país: ”Portugal está cozido em lume brando do politicamente correcto”. Queria com isto dizer, que a mudança devia ser a resposta urgente para a actual tendência de envelhecimento da população.

O facto de haver 50 mil nascimentos por ano a menos, as dificuldades de uma população idosa cada vez mais numerosa e o encerramento de escolas secundárias depois do mesmo ter acontecido às primárias são sinais que o preocupam.

”Vamos fazer das creches os lares da primeira idade onde as crianças e jovens são colocados como se fossem móveis antigos dispensáveis?”, perguntou Fernando Castro.

O convidado defendeu mais políticas que incentivem os nascimentos e travem a taxa de divórcios. Diagnosticou como graves problemas juvenis a delinquência, alcoolismo, droga e sexualidade precoce, que considera serem efeitos do afastamento progressivo da família enquanto modelo social.

”Nenhum país pode viver de pão e circo, mesmo que seja à conta de um cartão de crédito europeu”, disse, alegando que o PSD já teve acesso à lista de reivindicações da associação no sentido de travar os ”órfãos de pais vivos”, dando mais tempo e apoios aos pais.

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