Debate: As políticas do Governo para a Família
Esta Quinta-feira discutiram-se as políticas do Estado face à Família.
Foi o quarto debate promovido pela RR, a cerca de um mês das legislativas
antecipadas.
Presentes em estúdio, no programa Edição da Noite, estiveram Fernando
Castro, da Associação Portuguesa das famílias Numerosas, Vítor Sarmento,
da Confederação Nacional das Associações de Pais, João Paulo Magalhães
Crespo, Presidente do Movimento Cívico de Pais e Encarregados de Educação
e Sandra Anastácio, Presidente da associação "Ajuda de Berço".
O debate começou com as críticas de Fernando Castro à política estatal
de apoio às famílias, em que se procuram criar mais creches e lares, que
contribuem - disse - para desagregar a família, criando sítios onde são
terceiros a educar e cuidar dos elementos da família.
Uma ideia corroborada por Sandra Anastácio, que lembrou as muitas
crianças apoiadas pela Associação a que preside e que apenas precisam de
uma família que o saiba ser, que tenha tempo para funcionar enquanto
estrutura.
O debate girou também em torno da educação dos filhos. Nesse capítulo,
João Paulo Magalhães Crespo afirmou que existe a possibilidade de criar
outras condições de ensino. Isto porque aparecem projectos alternativos, o
que só acontece porque há pais que se revêem neles, que querem inovar e
acreditam ser possível fazê-lo.
A esse respeito, Vítor Sarmento garante não se identificar com a
questão de que as famílias têm capacidade para gerir o espaço familiar e
diz conhecer exemplos de agregados a que falta a capacidade de
organização. Por isso diz serem tão importantes as associações como a que
preside - a CONFAP - e as restantes organizações presentes no debate, para
ajudar as famílias a organizarem-se em harmonia.
A Associação de Famílias Numerosas pronunciou-se também sobre a carga
fiscal que o Estado impõe aos agregados familiares, considerando-a
excessiva.