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Diário do Minho - 28 de Fevereiro
Câmara promete estudar medidas de apoio à família
A Câmara Municipal de Braga comprometeu-se ontem a estudar
as propostas apresentadas pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
(APFN) para o apoio aos agregados com mais pessoas. O vice-presidente da
edilidade, Nuno Alpoim, prometeu «reflectir» sobre os dossiês, tendo
garantido que a edilidade «defende políticas de discriminação positiva das
famílias mais numerosas». Dois dirigentes da APFN estiveram ontem de manhã
reunidos durante mais de uma hora com Nuno Alpoim, a fim de apresentar ao
município bracarense as propostas que tem para melhorar a vida das
famílias com três ou mais filhos.
No final do encontro, estes dois líderes associativos mostravam-se
satisfeitos com a receptividade manifestada pelo interlocutor e com a
garantia de que o município vai analisar o impacto económico de medidas
como a alteração do tarifário da água ou a introdução do bilhete e do
passe família.
O presidente da associação, Fernando Castro, ficou agradado com a política
de habitação social bracarense e com o facto de algumas das taxas cobradas
pela autarquia já dependerem do rendimento per capita das famílias. Por
isso, pediu à Câmara o envio dos documentos com as medidas de natureza
social que a edilidade já implementou. O objectivo é reunir os «bons
exemplos» que existem no país, de maneira a que eles possam ser seguidos
por outras autarquias.
Este responsável defende que as questões que a associação aborda «são
importantes», mas não são «urgentes», uma vez que as edilidades precisam
de «tempo para fazer os estudos necessários» antes de aplicarem
determinadas medidas. No entanto, salienta que é possível os municípios
avançarem, como foi o caso de Sinta, que já aprovou um tarifário da água
diferente do habitual.
A associação termina amanhã em Portalegre um périplo que tem vindo a fazer
por todo o país destinado a apresentar as suas ideias aos autarcas e
população em geral. Depois, a APFN espera ouvir os candidatos às
legislativas a pronunciarem-se sobre as políticas que propõem para o
«elemento fundamental da sociedade» e a ver o vencedor das eleições a
cumprir as promessas.
Para esta organização, a família é um assunto de tal modo importante que
deve ficar dependente no primeiro ministro. A ele caberá pedir a cada
ministro medidas concretas e estabelecer prazos e orçamentos para o seu
cumprimento. Se na data estipulada, o membro do executivo não tiver
cumprido o que lhe foi pedido, caberá ao responsável máximo pelo governo
agir.
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