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Ecclesia - 22 de Fevereiro
A família está esquecida
Luís Pedro de Sousa
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), considera que é
preciso apostar na família para construir o futuro. Em Portugal, só
existirá uma política familiar, de facto, se o Primeiro Ministro estiver
empenhado, porque esta é uma área que atravessa vários sectores,
afirmou à Agência ECCLESIA, Fernando Castro, Presidente da APFN.
Com os partidos políticos a preparar a Campanha
eleitoral, a família está esquecida. Olhando para o Programa eleitoral
dos vários partidos, a APFN concluiu que estes esquecem o papel que a
Constituição da República prevê para a família, quer nas áreas da
educação, habitação ou fiscalidade. Na educação, por exemplo, Fernando
Castro defendeu que o estado em vez de cooperar com os pais na educação
dos filhos, tenta impingir uma educação que não está nada de acordo com
aquilo que defendemos para os nossos filhos.
Fazendo referência ao Seminário: Apostar na família
Construir o futuro, que decorreu esta quarta-feira em Lisboa, o
Presidente da APFN referiu ainda que apesar de Portugal ter um milhão
de crianças e jovens a menos do que seria ideal, o governo continua a
apoiar quem não quer ter filhos e a dificultar a vida aqueles que os
têm. Por outro lado, cada vez há menos jovens e por outro lado crescem
os problemas juvenis e a criminalidade, acrescentou. Durante o
Seminário, foi apresentado um Caderno temático, com propostas para uma
política familiar de facto.
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