| Público - 7 Dez 04
Desempenho de Portugal Aquém do Expectável
Em Portugal, a
despesa feita por aluno, desde que começa a escolaridade obrigatória
até aos 15 anos, ronda os 36 mil euros. Contudo, os resultados dos
estudantes portugueses a Matemática ficam um pouco aquém do
investimento feito. Por exemplo, Espanha gasta 35 mil euros e os
seus alunos têm um desempenho melhor do que os portugueses,
aproximando-se mais do que seria expectável com a despesa que fazem.
Já na República Checa, a despesa por aluno representa pouco mais de
metade do que é gasto em Portugal e os resultados dos alunos estão
50 pontos acima, demonstrando assim grande eficácia. Também é
esperado que países com maiores rendimentos tenham melhores
resultados. Mas, como em qualquer regra, há excepções. A Coreia tem
um rendimento nacional 30 por cento inferior à média da OCDE e os
seus alunos estão entre os que melhor se saem. Com um PIB per capita
de 18 mil dólares (2002), os alunos portugueses deveriam
posicionar-se entre duas a nove posições acima.
Finlândia lidera todos os "rankings"
Os resultados
dos alunos finlandeses já tinham sido bons em 2000 e na edição de
2003 não podiam ter sido melhores. Nas três literacias testadas
(matemática, leitura, ciências), e olhando apenas para os Estados da
OCDE, a Finlândia ocupa sempre o primeiro lugar. A Holanda é outro
dos países europeus a conseguir sempre uma posição de destaque.
Alunos polacos com melhorias "notáveis"
A maioria dos
países obteve em 2003 uma posição semelhante à registada em 2000. No
entanto, alguns conseguiram progressos "notáveis". A OCDE destaca a
Polónia, que salta alguns lugares na tabela. A evolução deve-se
sobretudo à melhoria de desempenho entre os estudantes com piores
prestações e na sequência de uma grande reforma educativa iniciada
em 1999. A Bélgica, a República Checa e a Alemanha, registaram
progressos "menores mas dignos de registo".
Autonomia das escolas ajuda ao sucesso
O PISA 2003
mostra que tanto os alunos como as escolas obtêm melhores resultados
num ambiente que se caracterize por expectativas elevadas, apoiadas
em relações fortes entre professores/alunos, estudantes motivados e
esforçados, que mostrem interesse pelas matérias e com baixos níveis
de ansiedade. Na maioria dos países que apresentam bons desempenhos,
as autoridades locais e os estabelecimentos de ensino têm uma
responsabilidade pelos conteúdos educativos e gestão dos recursos.
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