| Federação Portuguesa Pela Vida - 12 Dez 03
COMUNICADO
A Federação Portuguesa
Pela Vida reitera a sua plena convicção no direito
fundamental à vida, que deve ser respeitado e salvaguardado desde o
momento da concepção até à morte natural, ou seja,
em todos os momentos e
circunstâncias de qualquer vida humana.
Rejeitamos, por isso, o aborto, a eutanásia, o infanticídio, o homicídio
ou a pena de morte, pois todos são manifestações de
uma injusta e macabra vontade de certos seres
humanos terem poder de decisão sobre a vida dos
outros.
Repugna-nos especialmente o aborto por se tratar de desrespeito sangrento
pela vida de um bebé indefeso e inocente, perpetrado pela própria
mãe.
Centrar a discussão sobre o aborto apenas nas dificuldades, maiores ou
menores, que atravessa a mulher grávida é falsear os dados da
discussão, pois esconde a verdadeira realidade:
essa mulher é mãe, e por isso também existe a vida
do filho que deve ser respeitada.
Sabemos que há muitas mulheres grávidas que precisam de ajuda, e estamos
sempre disponíveis para as apoiar. É isso que os defensores da vida
têm feito desde o dia seguinte ao referendo de 28
de Junho de 1998. Por todo o País surgiram
iniciativas de apoio às grávidas e às famílias, umas prestando
apoio imediato em situações de emergência, outras trabalhando de
forma preventiva, nas vertentes da educação, da
sexualidade, da formação profissional, no serviço
de voluntariado social. Tudo isto têm feito os
defensores da vida, em verdadeira missão de serviço às mulheres e seus
filhos.
O que fizeram os defensores do aborto? A resposta é fácil: nada,
absolutamente nada!
Limitam-se a explorar até à exaustão o sofrimento das mulheres, com
manifestações e campanhas de rua, que não têm outro objectivo que
não seja, pela via do espectáculo e do ruído,
abafar a sua total omissão de trabalho de apoio à
mulher e às famílias.
O aborto deve continuar a ser um crime punido por lei!
As diversas manifestações públicas sobre o julgamento que em Aveiro coloca
no banco dos Réus diversas pessoas alegadamente implicadas na
prática de abortos revelam total desrespeito pela
lei, pelas instituições e pelas pessoas:
Desrespeito pela lei, porque em Portugal o aborto é um crime, e a lei é
para ser cumprida. O aborto clandestino deve ser
combatido pela via da fiscalização e não pela via
laxista da concessão aos prevaricadores, fazendo
uma lei adaptada à medida das necessidades dos crimes que os abortistas
clandestinos praticam!
Desrespeito pelas instituições, porque os Tribunais são um órgão de
soberania, no qual os cidadãos são tratados com respeito e a
Justiça é administrada em nome do povo! Os
Tribunais são o meio adequado para que cada pessoa
possa defender-se adequadamente, arguindo a sua inocência.
Desrespeito pelas pessoas, pois tudo o que se está a passar é um
julgamento em plena praça pública das pessoas
envolvidas, sem lhes dar oportunidade de defesa
adequada, com uma exploração para fins meramente partidários do
sofrimento evidente que este julgamento estará a causar aos
envolvidos.
E tudo isto é afirmado em nome do respeito pelas mulheres e do progresso
civilizacional. Como é possível tão grande mentira!
Porto, 12 de Dezembro de 2003
José Paulo Areia de Carvalho
Presidente da Direcção
Telem: 933266546
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