Público - 5 de Dezembro
Outros Dados
Japão e Coreia são os países com melhores resultados na
literacia matemática e científica. Os alunos da Finlândia são
os melhores na literacia em leitura.
23 por cento das raparigas e 40 por cento dos rapazes da OCDE afirmam
que não lêem nada para além daquilo a que são obrigados na escola.
Mas Portugal, bem como outros países com níveis de literacia
"modestos", apresenta índices de leitura muito superiores.
Apenas 8,3 e 29 por cento, respectivamente, afirmam não ler por prazer.
17 por cento das portuguesas e 25 por cento das finlandesas dizem que
lêem entre uma e duas horas por dia. A média internacional é 13 por
cento.
A OCDE considera que "os fracos resultados que, globalmente, os
rapazes apresentam a nível internacional são um desafio para os
decisores políticos que devem, cada vez mais, prestar atenção às
disparidades entre os sexos". É que mesmo em disciplinas, como a
matemática, onde em média os rapazes são melhores, eles representam
sempre uma fatia maior do bolo dos jovens com níveis muito baixos de
literacia. Ou seja, é o facto de haver rapazes brilhantes que faz com
que a média masculina suba nalguns casos.
Na Grécia, Hungria, Reino Unido, Austrália ou Portugal passam-se
mais trabalhos de casa aos alunos do que a média da OCDE. Nestes casos,
os alunos que por regra cumprem os deveres têm melhores desempenhos em
leitura.
Países como a Bélgica, Alemanha ou Hungria apresentam grandes
disparidades de resultados dos alunos de escola para escola, mas poucas
diferenças entre o desempenho dos de uma mesma escola (o que pode
indiciar, por exemplo, a existência de mecanismos de selecção por
parte dos estabelecimentos). Em Portugal, as diferenças entre escolas
estão dentro da média; contudo, há disparidades significativas dentro
do mesmo estabelecimento, o que leva a crer que nas salas de aulas
convivem alunos muito bons com outros muito fracos.